Microfisioterapia: o que é e como funciona

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Você já sentiu que o seu corpo guarda marcas de tudo o que você já viveu? A microfisioterapia mostra que essas marcas ficam registradas nas células e, ao longo do tempo, podem se manifestar como ansiedade, fadiga constante, dores crônicas ou até doenças que parecem não ter explicação.

É diante dessa realidade que a microfisioterapia se apresenta como uma técnica capaz de acessar essas marcas escondidas no corpo e estimular sua auto cura natural. Ao longo deste artigo, você vai descobrir como ela funciona, os principais benefícios e por que pode ser a resposta que faltava para recuperar o seu equilíbrio físico e emocional.

Desenho anatômico com profissional de microfisioterapia aplicando técnica na coluna de uma paciente

O que é Microfisioterapia?

A microfisioterapia é uma técnica de terapia manual realizada por meio de toques leves e precisos na pele. Esses estímulos permitem ao fisioterapeuta identificar marcas de traumas antigos armazenados nas células — registros que podem ter origem em situações de estresse, choques emocionais ou até doenças que deixaram impactos no corpo. Com o tempo, essas marcas influenciam não apenas a saúde física, mas também o equilíbrio emocional.

Origem, Princípios e Embasamento da Microfisioterapia

A microfisioterapia é uma técnica de terapia manual francesa, desenvolvida em 1980 pelos fisioterapeutas Patrice Benini e Daniel Grosjean.

Seu embasamento está em áreas como a embriologia, que estuda as fases do desenvolvimento do embrião; a filogênese, que investiga a evolução da espécie ao longo do tempo; e a ontogênese, voltada para a formação e transformação de um indivíduo desde a concepção até a idade adulta. Esses campos, somados a dados moleculares e morfológicos, fornecem a base científica que sustenta a prática.


Na prática clínica, o profissional utiliza toques suaves e específicos para estimular pontos relacionados à vitalidade dos tecidos. O objetivo não é apenas tratar o sintoma, mas favorecer que o corpo reconheça a origem do desequilíbrio e ative seus próprios mecanismos de regulação. Esse processo contribui para a melhora dos sintomas e promove um reequilíbrio mais amplo da saúde já na primeira sessão.

 

Qual a diferença entre Microfisioterapia e Fisioterapia?

A microfisioterapia é uma vertente inovadora da fisioterapia que se diferencia bastante do modelo tradicional. Em vez de focar apenas nos sintomas, essa técnica busca identificar a causa primária de dores e desequilíbrios no corpo, estimulando o organismo a retomar seu equilíbrio de forma integral — tanto físico quanto emocional.


Já a fisioterapia convencional tem como objetivo principal aliviar sintomas físicos e recuperar funções motoras, utilizando recursos como exercícios terapêuticos, massagens e aparelhos específicos. Enquanto a microfisioterapia procura a origem do problema e atua de maneira integrativa, a fisioterapia tradicional age sobre o que já se manifesta, tratando o corpo de forma mais direta e objetiva.


Outro ponto importante está na frequência das sessões. Ao contrário da fisioterapia tradicional, que normalmente exige atendimentos contínuos, a microfisioterapia costuma ter intervalos maiores — entre 30 e 60 dias — para que o corpo tenha tempo de processar as informações recebidas e responder de forma gradual.

Por isso, mais do que aliviar sintomas, a microfisioterapia promove um reequilíbrio global do organismo, fortalecendo a conexão entre corpo e mente.

 

Benefícios da Microfisioterapia

1 – Melhora do sistema imunológico
Ao remover bloqueios e estimular os processos de autocura, o organismo tende a responder melhor a agentes externos.

 

2 – Redução de dores crônicas
Pode ajudar a aliviar dores que não têm uma causa física clara ou que persistem mesmo após tratamentos convencionais.

     

3 – Regulação emocional
Muitos pacientes relatam melhora em quadros de ansiedade, estresse e depressão leve, já que traumas emocionais podem ser “registrados” no corpo.

 

4 – Aumento da vitalidade e bem-estar geral
A liberação de bloqueios pode trazer sensação de leveza, energia e disposição.

5 – Melhora da qualidade do sono
Por reduzir tensões internas, pode favorecer um sono mais profundo e restaurador.

   

6 – Aceleração da recuperação em doenças ou cirurgias
Estimulando a autorregulação, pode ser um complemento em processos de recuperação.

 
Duas mãos sobrepondo representando micro palpações da microfisioterapia

Indicações da Microfisioterapia

 

A técnica pode ser indicada como tratamento complementar para uma ampla variedade de condições:

Físicas:

  • Dores musculares e articulares;
  • Cefaleias e enxaquecas;
  • Distúrbios digestivos (como gastrite, constipação);
  • Fadiga crônica;
  • Distúrbios hormonais;
  • Fibromialgia;
  • Tonturas ou vertigens.

Emocionais:

  • Ansiedade e estresse;
  • Transtornos do sono;
  • Depressão leve;
  • Medos, fobias e traumas antigos.

Infantis:

  • Problemas de sono ou alimentação;
  • Hiperatividade;
  • Alergias e imunidade baixa;
  • Dificuldades escolares sem causa aparente.

Essa técnica pode gerar transformações ao mesmo tempo sutis e profundas, refletindo tanto no corpo quanto na mente. Diferente de um “remédio instantâneo”, ela atua como um processo gradual de desbloqueio e reequilíbrio, permitindo que o organismo retome seu funcionamento de maneira mais íntegra, natural e fluida.

Vale destacar que a microfisioterapia não substitui os tratamentos convencionais. No entanto, pode potencializar seus efeitos, ajudando o corpo a responder melhor a medicamentos e, em muitos casos, reduzindo a necessidade do uso contínuo com o passar do tempo. Por isso, é altamente recomendado que seja associada ao acompanhamento de outros especialistas, garantindo um cuidado integral e seguro ao paciente.

 

Para quem a Microfisioterapia é indicada?

A técnica de autocura pode ser aplicada em diferentes fases da vida — desde recém-nascidos até idosos — e é considerada uma técnica segura, pois não utiliza aparelhos nem medicamentos. Justamente por isso, não possui contraindicações e pode ser associada a outros tratamentos convencionais.

Durante as sessões, o fisioterapeuta pode identificar desequilíbrios de diferentes naturezas, que muitas vezes estão na raiz de sintomas físicos ou emocionais:

 – Físicos: são danos causados ao corpo por fatores externos, como traumas e acidentes. As lesões que podem ser tratadas são de contusões, distensões, fraturas, luxações, cortes, queimaduras, lesões por esforço repetitivo e ferimentos 

Químicos:  ocorrem quando substâncias químicas entram em contato com a pele, olhos, vias respiratórias ou tecidos internos, causando danos aos tecidos biológicos. Essas lesões podem variar de leves a extremamente graves, dependendo da substância, da concentração, da quantidade e do tempo de exposição. 

Radiações: podem causar diversos problemas no corpo humano, dependendo do tipo de radiação, da intensidade, da duração da exposição e da área afetada. Elas podem ser ionizantes (como raios X, radiação nuclear) ou não ionizantes (como radiação UV, micro-ondas). As ionizantes são as mais perigosas porque podem alterar ou destruir as células do corpo, afetando o DNA. 

Psicossomáticos: é a relação entre mente e corpo, que são aquelas onde fatores psicológicos desempenham um papel significativo no surgimento ou agravamento de sintomas físicos

Essa abrangência torna a microfisioterapia um recurso valioso tanto para quem convive com dores crônicas ou fadiga constante, quanto para quem busca um reequilíbrio emocional ou apoio em processos de recuperação.

 

Como funciona uma sessão de Microfisioterapia

A sessão do tratamento é estruturada para identificar, por meio de toques suaves e específicos, registros de traumas físicos, emocionais ou tóxicos que ficaram armazenados nas células do corpo. Esses registros, chamados de “cicatrizes celulares”, podem estar associados a dores crônicas, fadiga, ansiedade ou até mesmo a doenças que se desenvolvem ao longo do tempo.

1. Entrevista inicial

O processo começa com uma anamnese detalhada. O fisioterapeuta coleta informações sobre a saúde atual, histórico de vida, sintomas e queixas do paciente. Esse passo é fundamental para direcionar a investigação.

2. Preparação do paciente

Em seguida, o paciente é acomodado confortavelmente em uma maca. Não há necessidade de se despir totalmente, apenas roupas leves que permitam os toques.

3. Micropalpação diagnóstica

O profissional utiliza mapas corporais baseados na embriologia e anatomia. Com micropalpações — toques leves e precisos — ele identifica áreas do corpo onde houve perda de vitalidade tecidual. Esses pontos sinalizam a presença de memórias celulares relacionadas a traumas.

4. Estímulo corretivo

Ao localizar essas áreas, o profissional realiza pequenos toques que funcionam como um “alerta” para o corpo. Esse estímulo permite que o organismo reconheça o trauma registrado e ative seu próprio mecanismo de autorregulação, iniciando um processo de reorganização interna.

5. Duração e frequência

Cada sessão dura, em média, 45 a 60 minutos. Normalmente são indicadas entre 2 e 4 sessões, com intervalos de 30 a 60 dias, para que o corpo tenha tempo de processar as informações e se reequilibrar.

 
Paciente de microfisioterapia relaxada em uma poltrona pós sessão

O que esperar após uma sessão?

 

Cada organismo reage de forma única após as sessões, por isso as respostas podem variar bastante de pessoa para pessoa. Ainda assim, existem algumas sensações comuns, que fazem parte do processo natural de reorganização do corpo. Entre elas, destacam-se:

  • Relaxamento profundo e sensação de leveza,  como se o corpo tivesse  liberado tensões antigas;
  • Cansaço físico passageiro, semelhante ao pedido de repouso após um esforço intenso de recuperação.
  • Reações sutis, como maior sensibilidade emocional ou até lembranças aflorando, já que a técnica acessa memórias celulares relacionadas a experiências passadas.

Essas manifestações não devem ser vistas como algo negativo. Pelo contrário, são sinais de que o corpo está trabalhando internamente, liberando bloqueios e buscando um novo estado de equilíbrio.

Para potencializar os efeitos da sessão e favorecer a recuperação, algumas atitudes simples podem ajudar:

  • Descansar sempre que possível, respeitando os sinais do corpo.
  • Beber bastante água, facilitando a eliminação de toxinas e a renovação celular.
  • Evitar esforços físicos intensos e longos períodos dirigindo nos primeiros dias, permitindo que o organismo se reorganize com tranquilidade.

Com o passar do tempo, é comum perceber melhorias nos sintomas que motivaram a busca pela técnica, além de um aumento na vitalidade, disposição e bem-estar. O mais importante é acolher o ritmo do próprio corpo e confiar no processo: cada reação é parte do caminho para restaurar o equilíbrio físico e emocional.

 

Qual profissional pode aplicar a técnica?

A Microfisioterapia é uma técnica que só pode ser realizada por fisioterapeutas habilitados, ou seja, profissionais com diploma reconhecido e treinamento específico.

No Brasil, para atuar legalmente, é necessário ter formação em Fisioterapia (curso superior autorizado pelo MEC) e registro ativo no CREFITO. Escolher um profissional capacitado garante não apenas a segurança do procedimento, mas também um cuidado individualizado, atento ao seu corpo e ao seu bem-estar.

Atuo como fisioterapeuta especializada em Microfisioterapia em Florianópolis (SC) e acompanho de perto cada etapa do tratamento, oferecendo atenção personalizada para que você se sinta acolhido e confortável durante todo o processo.

Se você deseja experimentar os benefícios da Microfisioterapia de forma segura e dedicada, agende sua sessão e descubra como essa técnica pode ajudar você a recuperar o equilíbrio físico e emocional, vivendo com mais leveza e bem-estar.

 

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